quinta-feira, agosto 05, 2004

a noite transforma as palavras



Derrubei o olhar nos mistérios do tempo
contornei a ilha da verdade,
mergulhei embriagada na tortura da noite
com os olhos saboreio adormecida,
o reflexo de um rosto
nas paredes descubro o mistério das mãos
em sombras cruzadas e finas.


Sinto o mar
em rostos cansados de sofrer,
cigarros que ardem em dedos duros e queimados
felicidade com defeito dilacerado,
amor inacessível,
construído em labirintos
palavras sem valor manchadas e vazias
vozes tremulas gastas de desanimo.


Uno as mãos
um gemido adormece comigo


onda

  abril desfolhado a tela já não é sinfonia nem as aves gritam como qualquer papoila num campo distante não há forças para sonhar ...